Diário de um Cinéfilo - Arquivo

sexta-feira, setembro 20


A HORA DO SHOW (Bamboozled)

Em tempos de crise, até o cinema a gente tem que cortar (uma pena). E o único filme que eu vi foi A HORA DO SHOW, de Spike Lee. Estava todo entusiasmado pra conferir a nova empreitada do encrequeiro, mas tive uma grande decepção: saí do cinema todo quebrado. O filme tinha pouco mais de duas horas, mas é tão arrastado que dá impressão que a gente passou 6 horas no cinema. Impressionante como tem filmes que fazem isso com a gente. Esse, além de tudo, é perturbador. Não quero ver mais bonequinho preto na minha frente nunca mais!!!

Os meus preferidos de Lee são FAÇA A COISA CERTA, um filmão vigoroso e feito com pouquíssimos recursos, é impactante. E o outro é O VERÃO DE SAM, que é um retrato maravilhoso do final da década de 70, mostrando o punk e a disco no seu auge. Ainda tem sequencias de orgia e brigas de mexer com o espírito da gente. Me lembro que fui assistir esse filme com a minha então namorada e ela quiz sair na cena da orgia, de tão perturbada que ficou. (Ainda não vi MALCOM X.)

A HORA DO SHOW começa muito bem. A impressão é que ele foi feito com câmera digital, já que tem um jeitão daquelas produções do Dogma 95. É até engraçado ver o personagem de Marlon Wayans fazendo o papel de um chefe de produção de seriados e que é encarregado de fazer um seriado com um elenco negro e que mostre os valores e o comportamento dos negros. É bem divertido até o momento que a gente é bombardeado com negros pintados de preto, bonequinhos horrorosos de pretos, imagens de filmes e seriados antigos do tempo que os brancos tinham que se pintar de negros nos filmes e imagens de negros sempre dizendo "sim, senhor" em diversos filmes. Se a intenção de Spike Lee era provocar e fazer a gente ficar com náuseas, ele conseguiu. E está de parabéns, mas eu prefiro manter distância desse filme, obrigado.

O HOMEM QUE RI (L`Uomo che Ride)

Em vídeo, vi outra decepção - O HOMEM QUE RI, do italiano Sergio Corbucci. Foi o Thomaz que me apresentou a Corbucci e ele é mais famoso por ter dirigido o western spaguetti DJANGO. Esse filme não é um western. Acho que se enquadraria melhor na categoria "filmes de capa e espada". A história se passa nos tempos de Cesar e Lucrecia Borgia e o personagem principal é um sujeito que tem o rosto defeituoso, com um sorriso medonho, e que se sente obrigado a usar uma máscara. Ele é apaixonado por uma bela jovem cega, que é cortejada por um rapaz líder dos rebeldes.

O que mais me decepcionou nesse filme foi a tal operação plástica que o "homem que ri" sofre pra ficar a cara do líder rebelde. Se até em A OUTRA FACE/FACE OFF, de John Woo, a gente já acha um absurdo a troca de rostos entre Travolta e Cage, imagina a mesma coisa acontecendo em plena idade média, quando operação plástica era ficção científica!!! Simplesmente ridículo! E desculpem contar um trecho decisivo do filme, mas como sei que quase ninguém está interessado em ver, eu tomei essa liberdade. Detalhe: o site imdb também estragou essa cena antes de eu ver o filme.

24/09/2001


BIRD

Ontem terminei de ver BIRD, de Clint Eastwood e pra minha surpresa é o filme que eu menos gostei dele. Pra falar a verdade, nem gostei. Tá certo que Forrest Whitaker é um ótimo ator e sua interpretação de Charlie Parker é ótima mas não consegui entrar no clima do filme. É um filme que merece respeito por ser uma obra bem pessoal de Eastwood, um sujeito que a cada ano vai se tornando cada vez mais respeitado como cineasta. Alguns o consideram o grande cineasta americano em atividade, o que eu acho um pouco exagerado.

Então fiquei pensando, por que não gostei desse filme, tão elogiado pela crítica? Talvez tenha sido por causa do jazz. Lembro-me que quando assisti DEPOIS DA MEIA-NOITE do francês Bertrand Tavernier, achei um saco, quase não consigo terminar de ver. Um desses filmes que eu não vejo mais nem a pau. E eu o tinha visto por curiosidade, já que ele constava em várias listas de melhores filmes da década de 80. Pois bem. Mas aí a minha teoria do jazz vai por água abaixo quando me lembro dos filmes de Woody Allen, principalmente o último que vi - POUCAS E BOAS (Sweet and Lowdown), que traz a história de um guitarrista de jazz (Sean Penn) e suas aventuras e desventuras. E o jazz nos filmes do Woody Allen é indispensável. Me dá prazer ver no início de cada um de seus filmes os letreiros simples, brancos sobre a tela negra, ao som daquela música da década de 30 e 40. Uma delícia.

Em BIRD, Forrest Whitaker é Charlie "Bird" Parker, hoje considerado um dos maiores saxofonistas que a música americana já teve. Bird tinha problemas com heroína, álcool, cirrose, problemas cardíacos e úlceras laceradas. O interessante é que em nenhum momento o filme mostra Charlie se picando. Não sei porque Eastwood preferiu fazer o filme assim, talvez por ter um excessivo respeito ao músico, ou então por não ter tanta intimidade com o assunto das drogas como Scorsese ou Tarantino, por exemplo.

Uma das sequencias que eu achei mais interessante no filme é uma que mostra (já lá pelo final), Charlie chegando de volta a Westchester e vendo como as coisas tinham mudado, o jazz estava em decadência e todas as casas tinham se tornado boates de strip-tease. Ele vê então um de seus rivais tocando uma música super-vibrante enquanto centenas de pessoas batem palma animadas. Ele pergunta pra um amigo: "esse cara tá tocando agora rythm n' blues?". "Não chamamos essa música assim. Isso se chama "rock n´roll". Era o fim para Bird, mas eu não tenho do que reclamar. Hehehe.

Em se tratando de filmes de Eastwood os meus preferidos são UM ESTRANHO SEM NOME, CORAÇÃO DE CAÇADOR, UM MUNDO DIFERENTE e COWBOYS DO ESPAÇO.

18/09/2001


TODO MUNDO EM PÂNICO 2 (Scary Movie 2)
A FILHA DE RYAN (Ryan´s Daughter)

Nesse fim de semana, vi só dois filmes.

No cinema, TODO MUNDO EM PÂNICO 2, e não pretendo gastar muitas linhas aqui com esse filme, apesar de achá-lo bem divertido. História não tem. São apenas sketches "inspirados" em filmes de terror como O EXORCISTA, REVELAÇÃO ou mesmo filmes de aventura com AS PANTERAS. As piadas são de extremo mal gosto, mas uma das características do humor é de que ele é já nasce nobre só em ser humor. Se eu me incomodasse com piadas grosseiras e de teor erótico, eu não ia para os shows dos humoristas daqui do Ceará (que eu adoro), logo estava preparado pra essas "putarias". Um dos grandes destaques do filme são as duas gatas, que estão mais lindas que no primeiro filme. Tem uma que é tão boa que eu tenho que saber o nome dela. Essa menina tem futuro. Hehehe. O filme se torna ainda mais divertido por causa da platéia que dá algumas risadas bem escandalosas. Teve uma menina que teve uma crise de riso que todo mundo parou de ver o filme pra ficar olhando pra ela. Mas eu tô avisando - não esperem grande coisa. Quem sabe assim vcs até gostem do filme.

O filme sério que vi em vídeo (tinha gravado da TNT) é um de David Lean que ainda não tinha visto - A FILHA DE RYAN. Gosto dos filmes de Lean, ainda que ache-os um pouquinho cansativos. Mas como assisti "em fascículos", desceu legal. (Uma das vantagens do video-cassete). Teve até uma parte que eu chorei lá pelo final do filme. Até comentei isso com a Fernanda ontem pelo ICQ, quando ela tinha me perguntado se eu já tinha chorado no fim de semana. Hehehe.

A história: filha de um publicano (o Ryan do título) apaixona-se por um professor local (Robert Mitchum, ótimo) e os dois casam-se. Acontece-se que ela não fica satisfeita com o casamento. Parece que o professor não dá no couro direito. Aparece um militar que acaba de vir de uma batalha na 2a Guerra e que tem uma perna de pau. Ela se apaixona pelo militar e trai o marido. A população fica revoltada e age de maneira intolerante.

O final lembra muito o recente MALENA, de Giuseppe Tornatore, com a diferença que o filme de Lean não tem uma gostosa como a Monica Belluci. E nem tem cenas mais picantes. Por essas e outras razões, prefiro o filme de Tornatore, em qualquer dos aspectos. Mas vale a pena conhecer mais um filmão do diretor de LAWRENCE DA ARÁBIA e DR. JIVAGO.

17/09/2001

quarta-feira, setembro 18


A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (A.I.)



O híbrido filme de Spielberg/Kubrick é um desses filmes que a gente assiste, fica impressionado, e sai do cinema sem saber se gostou realmente. Só depois que a gente pões as idéias no lugar é que a gente viu que estava diante de um dos filmes mais importantes dos últimos tempos. Um filme como A.I. é único. Não tem igual. Reuniu para o bem e para o mal os talentos de dois cineastas importantíssimos. Não sou tão fã do Spielberg quanto o Renato, mas devo dizer que A.I. é o melhor filme dele desde 1993, quando ele mandou a dobradinha A LISTA DE SCHINDLER/JURASSIC PARK. (SOLDADO RYAN não vale, só a primeira parte do filme é boa.)

O filme, assim como vários de Kubrick, é dividido em 3 atos. (Pra quem não se lembra, 2001, NASCIDO PARA MATAR e DE OLHOS BEM FECHADOS são claramente divididos em 3 atos). Em A.I., esses três atos são tão explícitos que qualquer pessoa nota a diferença. O 1o. ato é a cara de Kubrick e é o meu preferido. Mostra a criação da inteligência artificial do garoto-robô David e sua relação com sua "mãe" e com o resto do mundo. Emocionante sempre quando ele demonstra afeto para com sua mãe. Esse primeiro ato é impecável e em certos momentos lembra o Kubrick de O ILUMINADO e 2001. Há sempre um predomínio da cor branca como nos dois filmes que eu citei. Há tomadas belíssimas, jogos de espelhos. Esteticamente perfeito.

De repente, o filme se transforma em outro. O predomínio do branco dá lugar ao colorido da cidade em que David vai parar junto com Gigolo Joe (Jude Law) em busca de respostas para a sua angústia existencial. Esse é o 2o. ato. É como se fosse outro filme. E não lembra Kubrick nem um pouco. É a parte mais cansativa do filme, mas o colorido e os efeitos especiais são de encher os olhos. Ótimo o personagem de Jude Law e os efeitos para o tornarem parecido com um andróide são fantásticos.

O 3o. ato, ou epílogo, lembra DEMAIS 2001. Lembra o 3o. ato de 2001. Não vou contar aqui o que acontece, não se preocupem, só vou dizer que nesse ato, a sensação que temos é que acabamos de entrar num mundo onírico, no mundo de Morpheus.

Acho que é por isso que saímos estranhos do cinema. Eu só queria ir para casa.
Agora eu sei. Esse filme é GRANDE. E o tal do final ruim que a revista SET disse era mentira.

BICHO DE SETE CABEÇAS

Uma pena esse ano estar tão carente de filmes brasileiros de qualidade. Até agora não vi nenhum filme que superasse AMORES POSSÍVEIS de Sandra Werneck. Nem esse filme de Laís Bodanski. O grande problema de BICHO DE SETE CABEÇAS é que a história a gente já sabe e o filme não explora nada além daquilo. A história pra quem ainda não sabe é a seguinte: jovem (Rodrigo Santoro) tem um comportamento meio arredio com sua família e depois que seu pai descobre um baseado que cai da jaqueta dele, manda interná-lo numa clínica de reabilitação de drogados. Acontece que na clínica só tem doido e ele fica mais drogado ainda. A interpretação de Rodrigo Santoro está excelente e ele mereceu o prêmio do festival de Brasília. Mas tenho impressão que o papel dos pais dele (Othon Bastos e Cássia Kiss) ficaram devendo. Pareceram muito caricatos, óbvios. Acho que o texto não ajudou muito a eles. Também achei o filme curto. Até por alguma razão me lembrou de outro nacional curto - O PRIMEIRO DIA, de Walter Salles, sendo que eu prefiro o filme de Salles. Ainda assim, é o terceiro melhor filme brasileiro do ano. Fica atrás de AMORES POSSÍVEIS e MEMÓRIAS PÓSTUMAS, de André Klotzel.

MARVADA CARNE

Por falar em Klotzel, assisti no fim de semana, no canal FOX, MARVADA CARNE, o filme mais famoso do diretor. Em tempos de falta de paciência em ver algo na tela pequena, esse filme caipira desceu como água. Grande atuação de Adilson Barros e Fernanda Torres, além de ter uma Regina Casé fazendo o papel de uma diaba impagável.

Adilson Barros é um cara que tem um sonho na vida: comer carne de boi e arranjar uma mulher pra casar. Fernanda Torres é uma moça que tá doida pra casar e se interessa por ele quando ele aparece pelo vilarejo. O filme tem cenas engraçadíssimas, como a aparição de Curupira (personagem do folclore nacional), do corte do nariz do amigo de Adilson, das cenas com os pais de Fernanda Torres e da ida de Adilson para a cidade pra comprar carne. Muito bom o filme. Não sei porque demorei tanto pra descobri-lo.

10/09/2001


O DOM DA PREMONIÇÃO (The Gift)



O único filme que vi nesse fim de semana foi O DOM DA PREMONIÇÃO, de Sam Raimi. Raimi, que já havia nos presenteado com o clássico do terror EVIL DEAD e suas sequencias alucinantes e outros filmes mais convencionais, está de volta à boa forma. Dessa vez, ele juntou o que aprendeu com os filmes de terror com a sua experiência com os dramas. Ele filmou um drama esportivo com o Kevin Costner que eu não quiz ver, mas acho que esse filme deve ter lhe dado experiência para dirigir sequencias mais "dramáticas", já que nos filmes de terror há uma predominância de os personagens não serem tão complexos, com uma psicologia mais bem trabalhada. Eu gostei mais de THE GIFT do que de UM PLANO SIMPLES. O plot de UM PLANO SIMPLES é delineado logo no início do filme. Nesse último, demora-se um pouco pra perceber em que caminho a trama vai se desenvolver.

Cate Blanchet é um mulher que ganha dinheiro fazendo vidências para as pessoas de uma cidadezinha. Entre seus clientes está uma mulher (Hilary Swank) que é constantemente espancada pelo marido (Keanu Reeves). Os outros personagens que fazem parte da teia são o diretor de uma escola (Greg Kinear), sua noiva um tanto quanto sem-vergonha (Kate Holmes) e um sujeito meio ruim das idéias (Giovani Ribisi).

O filme não tem muitas sequencias assustadoras, dessas de pular da cadeira, ele trabalha mais com a boa construção da trama, com o clima de filme de terror (a chuva, os trovôes, a floresta e a trilha sonora de suspense). Interessante que a câmera de Raimi não dá uma geral na cidade, ela filma mais a lua, as árvores, o pântano e a casa de Blanchet. Isso é uma das coisas mais legais do filme. Os únicos problemas do filme são o personagem raso de Kinear e uma certa previsibilidade antes de a trama se concluir. Ainda assim, um programão.

GIA

Por recomendação do Reichenbach, assisti o drama produzido para a televisão GIA, com Angelina Jolie. E não é que eu chorei? Achei que fosse só uma história de uma modelo lésbica que tem lida também com as drogas. Para o meu espanto, o final mostra a que o filme veio, e a lágrimas rolaram. Ganhei o dia. Acho que devo ter assistido na quinta-feira. Ia comentar com vcs mas acabei me esquecendo.

03/09/2001

segunda-feira, setembro 16




MOULIN ROUGE

Eu já estava bem entusiasmado pra ver o filme desde que li a crítica do Kleber Mendonça Filho (Cinemascopio) alguns meses antes. Estava com saudade da Nicole Kidman, de sua brancura radiante, e, se o filme não nos presenteia com a sua bela nudez, como em DE OLHOS BEM FECHADOS, ele traz toda a interpretação exuberante,exaltada, exagerada, teatral.

Em se tratando de musical, eu que não sou muito fã, considero esse o melhor musical que eu já vi na vida. Sou de uma geração influenciada pela música pop, e ver de maneira grandiloquente, pérolas do pop como "Heroes", do David Bowie, "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana, "Roxanne", do Police, "Your Song", do Elton John, colocadas genialmente na trama do filme é indescritível. Não é tarefa fácil colocar em palavras a explosão sensorial e sentimental que é esse filme do Lurhmann. Até uma citação à baba "I Will Always Love You", a gente releva diante da gradiosidade do espetáculo.

O Gustavo falou que não gostou do filme, que achou o roteiro quase inexistente, mas essa é a estrutura do filme musical. Se vc for ver filmes como CANTANDO NA CHUVA, SINFONIA DE PARIS, PICOLINO ou OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS vai ver que a história é muito simples, quase ridícula. O que importa são as canções, as imagens, o alto astral, as coreografias. O musical foi criado na época da depressão americana, as pessoas precisavam esquecer da vida difícil, ver algo belo para encher os olhos e os ouvidos.

Os destaques do filme são:

- A primeira sequencia musical, quando somos jogados num misto de céu e inferno, com personagens aparentemente roubados dos mais estranhos filmes de Fellini (uma anã vestida de puta do início do século dá esse tom de inferno). Cores berrantes e uma multidão de gente dançando ao som daquela música da Cristina Aguilera, entrecortada por riffs de "Smells Like Teen Spirit". "Entertain us" é o lema.
- A segunda sequencia musical, trazendo Ewan McGregor cantando "Your Song". De chorar.
- A terceira sequencia trazendo entre outras canções uma das mais belas de David Bowie - Nicole e Ewan cantando juntos "Heroes". Uau!!

Depois ainda tem o tango de "Roxanne", a tragédia final, o exagero dramático....Uma das coisas que eu mais curti assistindo esse filme foi a participação da platéia, batendo palmas e assobiando nas sequencias musicais mais emocionantes. Inesquecível.

Segue abaixo as canções da trilha que acabei de pescar da Amazon.

1. Lady Marmalade - Christina Aguilera, Pink, Mya & Lil' Kim
2. Diamond Dogs - Beck & Timbaland
3. Children of the Revolution - Bono, Gavin Friday & Maurice Seezer
4. Nature Boy - David Bowie & Massive Attack
5. Le Tango de Roxanne - Cast with Jose Feliciano
6. Because We Can - Fatboy Slim
7. Sparkling Diamonds - Nicole Kidman
8. One Day I'll Fly Away - Nicole Kidman
9. Rhythm of the Night - Valeria
10. Hindi Sad Diamonds - Nicole Kidman & Cast
11. Your Song - Ewan MacGregor
12. Elephant Love Medley - Ewan MacGregor & Nicole Kidman
13. Come What May - Ewan MacGregor & Nicole Kidman
14. Compliante De La Butte - Rufus Wainwright

Além dessa pérola do cinema moderno, vi duas bombas:

MINHA VIDA EM SUAS MÃOS

Tinha visto um bombardeio de críticas negativas sobre esse filme da Maria Zilda, mas ainda assim achei que era só cisma dos críticos e fui lá com a maior boa vontade prestigiar o filme. O pior é que a crítica estava certa. O filme é uma bomba. Chega a ser engraçado de tão ruim.Maria Zilda é uma mulher que é "sequestrada" por um cara que a força a fazer sexo com ele enquanto ele é foragido da polícia. Ela gosta do negócio, mas ainda assim dedura o cara para os cops.Ruim mas bem divertido. Aconselhável para os apreciadores de tranqueiras.

A MALDIÇÃO DO PÂNTANO (Swamp Thing)

A direção de Wes Craven não ajuda o filme de jeito nenhum. Outra tranqueira divertida de tão ruim. Os apreciadores das histórias do Monstro do Pântano acharão o filme uma heresia. Tornar um personagem instigante e atormentado como o Monstro numa criatura ridícula é pecado mortal.

27/08/2001

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